#5 Escrita à deriva (A experiência paulistana) Ela via a cidade através da janela do carro. Se descesse em qualquer uma daquelas ruas, seus pés jamais seriam capazes de trilhar qualquer caminho que fosse, para além da perda completa de si. Mas Ana não era nenhuma forasteira, ela havia nascido ali, naquele mesmo chão que permanecia sob seus olhos, vinte anos depois, um grande mistério. E não tinha como disfarçar, mesmo em grandes grupos, rodas de conversas com amigos, ela s