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Onde estão as interrogações?
#6 Escrita à deriva (A experiência paulistana) Arrumar o quarto é por vezes quase um ritual de desapego. Um movimento onde mais se bagunça que se arruma. Desfazendo a gaveta e desvirando memórias que às vezes gostariam de permanecer viradas. Beatriz pegava as folhas soltas. Todos aqueles pensamentos que uma vez dançaram em sua mente, lhe enriquecendo de agridoces recordações. Momentos, sensações. Não tinha há algum tempo tranças na mente que pudessem ser redigidas, não hav
Paloma Buarque
10 de ago.4 min de leitura


O desejo mora no que desconheço
#5 Escrita à deriva (A experiência paulistana) Ela via a cidade através da janela do carro. Se descesse em qualquer uma daquelas ruas, seus pés jamais seriam capazes de trilhar qualquer caminho que fosse, para além da perda completa de si. Mas Ana não era nenhuma forasteira, ela havia nascido ali, naquele mesmo chão que permanecia sob seus olhos, vinte anos depois, um grande mistério. E não tinha como disfarçar, mesmo em grandes grupos, rodas de conversas com amigos, ela s
Paloma Buarque
11 de jul.3 min de leitura


A vizinha é minha amiga?
#4 Escrita à deriva (A experiência paulistana) Quando sempre tem uma coisa nova acontecendo, uma coisa nova para fazer, é possível não se sentir sozinho? A sensação era constante, e você pode imaginar o quão tortuosa é para uma mulher intensa como eu? Precisei então, buscar nessa cidade tão gigante, um pouco de companhia e para o meu espanto, encontrei na observação da vida alheia. Em São Paulo estamos todos tão próximos, é difícil não observar alguém sempre que olha p
Paloma Buarque
10 de jul.2 min de leitura
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